A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou esta quinta-feira o programa de Educação para a Saúde proposto pelo executivo regional, que prevê a obrigatoriedade da educação sexual em todos os níveis de ensino e em todas as escolas do arquipélago.
O texto aprovado pelos deputados regionais determina que «a educação sexual tem carácter obrigatório nas escolas em todas as turmas de todos os níveis e ciclos do ensino básico, secundário e profissional, de forma a que os alunos desenvolvam conhecimentos e adquiram competências, atitudes e comportamentos adequados face à saúde sexual e reprodutiva».
Retirado: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/educacao-sexual-escola-ensino-educacao-tvi24-ultimas-noticias/1320552-4071.html
domingo, 29 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
A favor ou Contra?
A rede Ex Aequo - Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Simpatizantes pediu nesta sexta-feira ao ministro da Educação que na revisão do estatuto do aluno consagre procedimentos disciplinares por discriminação com base na orientação sexual.
Numa carta aberta a Nuno Crato, a que a agência Lusa teve acesso, a rede Ex Aequo alude a um estudo recente, segundo o qual 42% dos alunos inquiridos disseram já terem sido intimidados, insultados ou agredidos na escola por serem homossexuais ou bissexuais ou por serem vistos como tal. O estudo, resultado de uma parceria entre a rede Ex Aequo e o Instituto Universitário de Lisboa, mostrou ainda que 67% dos jovens inquiridos declararam já ter visto outras pessoas serem vítimas de “bullying” homofóbico, sendo que 40% das vítimas foram alunos que são ou podiam ser homossexuais ou bissexuais.
“Concluiu-se, pois, que a discriminação com base na orientação sexual está presente nas escolas portuguesas, o que nos remete novamente para a urgência de criar medidas de protecção contra a homo/transfobia e o ‘bullying’ homofóbico e transfóbico em ambiente escolar em Portugal”, assinala a rede na sua carta aberta.
Retirado de : http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/rede-ex-aequo-pede-estatuto-do-aluno-que-castigue-comportamentos-homofobicos-1529997Numa carta aberta a Nuno Crato, a que a agência Lusa teve acesso, a rede Ex Aequo alude a um estudo recente, segundo o qual 42% dos alunos inquiridos disseram já terem sido intimidados, insultados ou agredidos na escola por serem homossexuais ou bissexuais ou por serem vistos como tal. O estudo, resultado de uma parceria entre a rede Ex Aequo e o Instituto Universitário de Lisboa, mostrou ainda que 67% dos jovens inquiridos declararam já ter visto outras pessoas serem vítimas de “bullying” homofóbico, sendo que 40% das vítimas foram alunos que são ou podiam ser homossexuais ou bissexuais.
“Concluiu-se, pois, que a discriminação com base na orientação sexual está presente nas escolas portuguesas, o que nos remete novamente para a urgência de criar medidas de protecção contra a homo/transfobia e o ‘bullying’ homofóbico e transfóbico em ambiente escolar em Portugal”, assinala a rede na sua carta aberta.
Como alunos, qual a vossa opinião?
O Centro Avançado de Sexualidades e Afectos vai propor a criação de uma disciplina obrigatória de Educação Sexual para todos os graus de ensino, no âmbito da reforma curricular do Ensino Básico e Secundário, que está em consulta pública.
(..) «Quanto mais informação e formação nós dermos às nossas crianças e jovens na área da sexualidade, muito mais tarde eles começam a sua actividade e têm muito menos comportamentos de risco», sustentou Manuel Damas.
Em causa, a proposta de reforma curricular do Ensino Básico e Secundário apresentada pelo Ministério da Educação e Ciência, que está em consulta pública até 31 de Janeiro, e que deixa de fora a disciplina de Formação Cívica, que, entre outras matérias, incluía a Educação Sexual.
No âmbito da discussão pública, o CASA pretende propor a criação de uma disciplina de Educação Sexual que seja obrigatória a todos os graus de ensino, «com avaliação e com um tronco curricular comum de temas, noções e conceitos a abordar, aprofundado consoante o aumento da faixa etária».
«O que acontece é que temas como a violência doméstica, o HIV/SIDA, a virgindade ou a sexualidade e os afectos deixam de ser abordados numa altura em que as estatísticas da violência doméstica em Portugal estão a aumentar, as estatísticas da prevalência de HIV/SIDA em Portugal estão a aumentar».
Para ler o artigo completo: http://www.tvi24.iol.pt/
(..) «Quanto mais informação e formação nós dermos às nossas crianças e jovens na área da sexualidade, muito mais tarde eles começam a sua actividade e têm muito menos comportamentos de risco», sustentou Manuel Damas.
Em causa, a proposta de reforma curricular do Ensino Básico e Secundário apresentada pelo Ministério da Educação e Ciência, que está em consulta pública até 31 de Janeiro, e que deixa de fora a disciplina de Formação Cívica, que, entre outras matérias, incluía a Educação Sexual.
No âmbito da discussão pública, o CASA pretende propor a criação de uma disciplina de Educação Sexual que seja obrigatória a todos os graus de ensino, «com avaliação e com um tronco curricular comum de temas, noções e conceitos a abordar, aprofundado consoante o aumento da faixa etária».
«O que acontece é que temas como a violência doméstica, o HIV/SIDA, a virgindade ou a sexualidade e os afectos deixam de ser abordados numa altura em que as estatísticas da violência doméstica em Portugal estão a aumentar, as estatísticas da prevalência de HIV/SIDA em Portugal estão a aumentar».
Para ler o artigo completo: http://www.tvi24.iol.pt/
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O Amor é isto...
Desta vez vai uma reflexão musical!
Afinal o que é o Amor?
Tem cara de anjo,
É quase perfeita,
Mas lembra-me outra mulher.
Um outro anjo,
Outra forma de vida,
Ou outra coisa qualquer.
Não compreendo quem me diz ser capaz,
De sacudir a liberdade isso é demais.
Eu quero ser o que amanhã quiser,
É com teu ego que sais.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
Chegou-me agora a noticia:
Um amigo meu,
Caiu em contradição.
Dizem ser melhor a liberdade,
Tudo bem,
Ãnh ãnh,
Mas também ela é uma mulher uma prisão.
Pára por aqui,
Não sofre qualquer tipo de evolução,
Se eu quiser eu acabo tudo,
Mas mal de mim prendeu-me o coração.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
É liberdade pr'aqui,
É liberdade pr'ali.
Toda a gente diz,
Toda a gente quer.
Mas querendo ou não,
Ninguém lhe dá a mão,
E todos querem a prisão de uma mulher.
É tudo fruto da nossa natureza,
E quem não é a sua negação.
O diabo chegou e humildamente a Deus falou:
Não somos eva nem adão.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
Afinal o que é o Amor?
Tem cara de anjo,
É quase perfeita,
Mas lembra-me outra mulher.
Um outro anjo,
Outra forma de vida,
Ou outra coisa qualquer.
Não compreendo quem me diz ser capaz,
De sacudir a liberdade isso é demais.
Eu quero ser o que amanhã quiser,
É com teu ego que sais.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
Chegou-me agora a noticia:
Um amigo meu,
Caiu em contradição.
Dizem ser melhor a liberdade,
Tudo bem,
Ãnh ãnh,
Mas também ela é uma mulher uma prisão.
Pára por aqui,
Não sofre qualquer tipo de evolução,
Se eu quiser eu acabo tudo,
Mas mal de mim prendeu-me o coração.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
É liberdade pr'aqui,
É liberdade pr'ali.
Toda a gente diz,
Toda a gente quer.
Mas querendo ou não,
Ninguém lhe dá a mão,
E todos querem a prisão de uma mulher.
É tudo fruto da nossa natureza,
E quem não é a sua negação.
O diabo chegou e humildamente a Deus falou:
Não somos eva nem adão.
O amor é isto,
O amor é isto e nada mais!
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais,
Nada mais, nada mais.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Mais de 70% de alunos homossexuais vítimas de “bullying” nas escolas
De acordo com notícia no Jornal Público de dia 8.12.2011, as Nações Unidas revelaram que mais de 70% dos alunos homossexuais dizem ser vítima de “bullying” nas escolas.
À frente dos esforços da ONU está a Agência para a Educação e Cultura (UNESCO), cujo director em Nova Iorque, Philippe Kridelka, afirmou que as vítimas de assédio homofóbico apresentam maiores taxas de abandono escolar e que este é “um dos maiores factores que levam ao suicídio entre os jovens”.
Por causa da orientação sexual ou identidade de género, jovens “são frequentemente sujeitos a violência dentro de escolas e universidades”, o que “viola o direito à Educação e a um ambiente de aprendizagem são”.
Em muitos países da OCDE, a percentagem de alunos gay que dizem ser vítimas de assédio homofóbico supera os 70%, “nalguns 90%”, disse Kridelka. “As consequências podem ser desastrosas para os indivíduos e para a sociedade”, afirmou.
Consultar notícia completa: Jornal Público
À frente dos esforços da ONU está a Agência para a Educação e Cultura (UNESCO), cujo director em Nova Iorque, Philippe Kridelka, afirmou que as vítimas de assédio homofóbico apresentam maiores taxas de abandono escolar e que este é “um dos maiores factores que levam ao suicídio entre os jovens”.
Por causa da orientação sexual ou identidade de género, jovens “são frequentemente sujeitos a violência dentro de escolas e universidades”, o que “viola o direito à Educação e a um ambiente de aprendizagem são”.
Em muitos países da OCDE, a percentagem de alunos gay que dizem ser vítimas de assédio homofóbico supera os 70%, “nalguns 90%”, disse Kridelka. “As consequências podem ser desastrosas para os indivíduos e para a sociedade”, afirmou.
Qual é a vossa opinião sobre este tema? E a nossa escola é tolerante ou acham que existem vítimas deste tipo de bulling?
Consultar notícia completa: Jornal Público
Votos de um Bom Trabalho para o 2º Período
Um novo ano, novas esperanças, novos sonhos e também novas Dúvidas!! E cá estamos nós por vos ajudar!!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Dia Mundial da Luta Contra a SIDA
Assinala-se hoje, dia 1 de Dezembro, o Dia Mundial da Luta Contra a SIDA. Previne-te!! Não deixes para amanhã!!!Verifica os números da SIDA no Mundo:
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Comemoração do Dia do Não Fumador
O Gabinete 100Riscos em colaboração do grupo de Educação de Física vai assinalar o Dia do Não Fumador com a realização de um passeio de BTT e uma Caminhada pela cidade de Reguengos de Monsaraz.
Se queres participar inscreve-te no Gabinete 100riscos ou com o teu prof. de Educação Física.
Contamos contigo!
Se queres participar inscreve-te no Gabinete 100riscos ou com o teu prof. de Educação Física.
Contamos contigo!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Corte nas Emoções
É a dificuldade em lidar com as emoções negativas que conduz os adolescentes a automutilarem-se. Não se trata de uma tentativa de suicídio, mas de uma manifestação de sofrimento. E, muitas vezes, um pedido de ajuda.
A adolescência é um período de mudança radical na vida de rapazes e raparigas. A causa primeira dessa mudança são as alterações que o corpo sofre em consequência da puberdade, perdendo as características infantis e ganhando contornos de adultos. Com a puberdade vem o despertar para a sexualidade. E um conjunto de emoções por vezes tão contraditórias que o adolescente vive como que numa montanha russa.
Lidar com esta idade não é fácil. Os adultos exercem pressão, os pares também. E o adolescente tem dificuldade em encontrar o seu lugar no mundo. Para alguns, a transição faz-se, no entanto, sem comportamentos limite, mas outros há que lidam com o tumulto emocional de uma forma arriscada. É o que acontece com os que se mutilam a si próprios, recorrendo a qualquer objecto afiado para se cortarem ou queimando-se com cigarros ou isqueiros.
Tudo serve quando o impulso desponta: uma faca, uma tesoura, uma agulha ou uma lâmina de barbear, até a ponta de um clip ou a argola de uma lata de refrigerante. Pode começar como um impulso, mas certo é que se transforma num comportamento repetitivo: quem se corta uma vez corta-se muitas mais. Sobretudo no tronco, braços e pernas, as regiões do corpo mais acessíveis mas também aquelas em que é mais fácil esconder as marcas.
Nem sempre há dor, mas a mutilação esconde emoções dolorosas. E quando há dor física, ela distrai da dor psicológica. A vantagem é que a dor física é concreta e visível e a psicológica demasiado abstracta para descrever e compreender.
São sobretudo os adolescentes que assim se mutilam, dada a volatilidade das emoções, os conflitos com os pais e outras figuras da autoridade e a urgência de pertencer ao grupo de pares. Todavia, também os adultos podem adoptar estes comportamentos. No que respeita às diferenças entre géneros, há uma ligeira predominância das raparigas, mas não é suficiente para se estabelecer um padrão.
Um hábito que pode conduzir ao suicídio.
A automutilação não é sinónimo de tentativa de suicídio, acontecendo com frequência sob a influência de álcool ou drogas. Mas é um comportamento de risco para uma acção mais deliberada no sentido de pôr termo à vida. E mesmo sem este desfecho, existe a possibilidade de complicações sérias. De infecções, se os cortes e demais feridas não forem bem tratados. De hemorragia, sobretudo se algum dos principais vasos sanguíneos for afectado, além de que podem ficar marcas permanentes no corpo.
A vergonha é um sentimento comum após o acto de mutilação. Depois da calma, é também comum que surja a culpa. A auto-estima fica ainda mais em baixo, o que não ajuda quem já se sente mal.
E porque os cortes aliviam a tensão, a automutilação pode tornar-se um hábito. O adolescente pode ficar como que viciado, dependente, a ela recorrendo sempre que emoções negativas o assaltam. O que acontece é que, sempre que a tensão aumenta, o cérebro reclama alívio e desencadeia o corte. É por isso que não é fácil pôr fim a este comportamento de risco.
Primeiro é preciso que o adolescente o reconheça. E ainda que cortar-se seja uma chamada de atenção, a primeira preocupação é esconder os vestígios, normalmente através do vestuário. Mas, eventualmente, o adolescente é descoberto. Começa por negar, atribuindo as marcas a acidentes. Há alguns, porém, que as exibem deliberadamente.
É igualmente possível que acabe por desabafar com alguém. E fá-lo porque precisa de ser compreendido e precisa de ajuda para deixar de se magoar. É preciso coragem e confiança para dar este passo, porque a primeira reacção dos outros pode ser de desapontamento, choque, raiva, rejeição, julgamento.
Partilhar o problema pode ser meio caminho andado para a solução. Mas abandonar o comportamento de risco pode não acontecer de um dia para o outro, sobretudo se estiver associado a um problema do foro neurológico como a depressão.
Alguns adolescentes encontram uma razão forte para deixarem de se mutilar, encontram escapes mais saudáveis para lidar com as emoções. Mas é preciso tempo e, por vezes, ajuda profissional. Entre os medicamentos (por exemplo com anti-depressivos) e a psicoterapia é possível ver luz ao fundo do túnel.
Um adolescente que se corta tende a esconder as marcas deste comportamento. Pode não ser fácil identificar o problema, mas é preciso estar atento se o adolescente:
*Exibe marcas de cortes ou queimaduras;
*Apresenta novas feridas;
*Afirma sofrer acidentes frequentes;
*Anda sempre com objectos afiados à mão;
*Usa roupa com mangas compridas mesmo nos dias mais quentes;
*Ter problemas relacionais e dificuldade em gerir as suas emoções.
Perante a suspeita, o passo seguinte pode ser confrontar o adolescente. Mas com calma, sem julgamentos, ameaças ou acusações. Mostrando compreensão e oferecendo apoio para superar este momento difícil. Um momento que, naturalmente, assusta os pais mas que acontece porque os filhos estão, eles próprios, assustados.
Retirado de : http://www.anf.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=978
A adolescência é um período de mudança radical na vida de rapazes e raparigas. A causa primeira dessa mudança são as alterações que o corpo sofre em consequência da puberdade, perdendo as características infantis e ganhando contornos de adultos. Com a puberdade vem o despertar para a sexualidade. E um conjunto de emoções por vezes tão contraditórias que o adolescente vive como que numa montanha russa.
Lidar com esta idade não é fácil. Os adultos exercem pressão, os pares também. E o adolescente tem dificuldade em encontrar o seu lugar no mundo. Para alguns, a transição faz-se, no entanto, sem comportamentos limite, mas outros há que lidam com o tumulto emocional de uma forma arriscada. É o que acontece com os que se mutilam a si próprios, recorrendo a qualquer objecto afiado para se cortarem ou queimando-se com cigarros ou isqueiros.
Tudo serve quando o impulso desponta: uma faca, uma tesoura, uma agulha ou uma lâmina de barbear, até a ponta de um clip ou a argola de uma lata de refrigerante. Pode começar como um impulso, mas certo é que se transforma num comportamento repetitivo: quem se corta uma vez corta-se muitas mais. Sobretudo no tronco, braços e pernas, as regiões do corpo mais acessíveis mas também aquelas em que é mais fácil esconder as marcas.
Nem sempre há dor, mas a mutilação esconde emoções dolorosas. E quando há dor física, ela distrai da dor psicológica. A vantagem é que a dor física é concreta e visível e a psicológica demasiado abstracta para descrever e compreender.
São sobretudo os adolescentes que assim se mutilam, dada a volatilidade das emoções, os conflitos com os pais e outras figuras da autoridade e a urgência de pertencer ao grupo de pares. Todavia, também os adultos podem adoptar estes comportamentos. No que respeita às diferenças entre géneros, há uma ligeira predominância das raparigas, mas não é suficiente para se estabelecer um padrão.
Um hábito que pode conduzir ao suicídio.
A automutilação não é sinónimo de tentativa de suicídio, acontecendo com frequência sob a influência de álcool ou drogas. Mas é um comportamento de risco para uma acção mais deliberada no sentido de pôr termo à vida. E mesmo sem este desfecho, existe a possibilidade de complicações sérias. De infecções, se os cortes e demais feridas não forem bem tratados. De hemorragia, sobretudo se algum dos principais vasos sanguíneos for afectado, além de que podem ficar marcas permanentes no corpo.
A vergonha é um sentimento comum após o acto de mutilação. Depois da calma, é também comum que surja a culpa. A auto-estima fica ainda mais em baixo, o que não ajuda quem já se sente mal.
E porque os cortes aliviam a tensão, a automutilação pode tornar-se um hábito. O adolescente pode ficar como que viciado, dependente, a ela recorrendo sempre que emoções negativas o assaltam. O que acontece é que, sempre que a tensão aumenta, o cérebro reclama alívio e desencadeia o corte. É por isso que não é fácil pôr fim a este comportamento de risco.
Primeiro é preciso que o adolescente o reconheça. E ainda que cortar-se seja uma chamada de atenção, a primeira preocupação é esconder os vestígios, normalmente através do vestuário. Mas, eventualmente, o adolescente é descoberto. Começa por negar, atribuindo as marcas a acidentes. Há alguns, porém, que as exibem deliberadamente.
Aprender a lidar com as emoções
É igualmente possível que acabe por desabafar com alguém. E fá-lo porque precisa de ser compreendido e precisa de ajuda para deixar de se magoar. É preciso coragem e confiança para dar este passo, porque a primeira reacção dos outros pode ser de desapontamento, choque, raiva, rejeição, julgamento.
Partilhar o problema pode ser meio caminho andado para a solução. Mas abandonar o comportamento de risco pode não acontecer de um dia para o outro, sobretudo se estiver associado a um problema do foro neurológico como a depressão.
Alguns adolescentes encontram uma razão forte para deixarem de se mutilar, encontram escapes mais saudáveis para lidar com as emoções. Mas é preciso tempo e, por vezes, ajuda profissional. Entre os medicamentos (por exemplo com anti-depressivos) e a psicoterapia é possível ver luz ao fundo do túnel.
Sinais de alerta
Um adolescente que se corta tende a esconder as marcas deste comportamento. Pode não ser fácil identificar o problema, mas é preciso estar atento se o adolescente:
*Exibe marcas de cortes ou queimaduras;
*Apresenta novas feridas;
*Afirma sofrer acidentes frequentes;
*Anda sempre com objectos afiados à mão;
*Usa roupa com mangas compridas mesmo nos dias mais quentes;
*Ter problemas relacionais e dificuldade em gerir as suas emoções.
Perante a suspeita, o passo seguinte pode ser confrontar o adolescente. Mas com calma, sem julgamentos, ameaças ou acusações. Mostrando compreensão e oferecendo apoio para superar este momento difícil. Um momento que, naturalmente, assusta os pais mas que acontece porque os filhos estão, eles próprios, assustados.
Retirado de : http://www.anf.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=978
terça-feira, 25 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Jovens até aos 24 anos fizeram 33% do total de abortos em 2010
Segundo a DGS, foram feitas 19.436 interrupções voluntárias da gravidez em 2010. Destas, 6.519, ou seja, 33,5 por cento, foram feitas em raparigas até aos 24 anos. Os dados da Direcção-Geral de Saúde confirmam uma tendência que já vinha de 2009. E significam o quê? “Significam que os cuidados de saúde primários, que têm um papel crucial em termos de planeamento familiar, estão a falhar rotundamente, como está a falhar a educação nas escolas”, aponta Luís Graça, médico obstetra.
Constatando que os jovens “são mais propensos ao risco e a negligenciarem a prevenção”, o responsável do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, aponta ainda o dedo “aos disparates que todos os dias se vêem reproduzidos na imprensa 'light' e que dizem que a pílula faz borbulhas ou que faz engordar...”. “São tudo coisas que fazem com que as pessoas não procurem essa protecção e que depois as colocam na situação pior de terem que recorrer ao aborto”, insurge-se.
Público(P3) 2011-10-17
Etiquetas:
Educação Sexual,
Saúde na Adolescência
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Sessão de Educação para a Saúde
Alunos dos 9º e 10ºAnos
"Distúrbios Alimentares e suas Implicações Psicológicas"
Dia 19 de Outubro de 2011 das 10 às 11.30Horas, no Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz
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